Comparação da Análise de Sistemas de Segunda Ordem

Prof. Henrique Amorim — CE2

Energia Cinética

0,000 J

Energia Potencial

0,000 J

Energia Total

0,000 J


Massa (m)
2
kg
Constante da Mola (k)
20
N/m
Amortecimento (c)
1,5
N·s/m
Posição Inicial (x₀)
500
mm
Velocidade Inicial (v₀)
0
m/s

Simulação do sistema

Deslocamento $x(t)$

Análise por Transformada de Laplace

A EDO homogênea de segunda ordem que rege o sistema é:

$$m\ddot{x}(t) + c\dot{x}(t) + kx(t) = 0$$

As condições iniciais (C.I.) estabelecidas são:

  • Posição inicial: $x(0) = x_0$
  • Velocidade inicial: $\dot{x}(0) = v_0$

1. Aplicando a Transformada de Laplace na EDO

Utilizando a propriedade da transformada da derivada, mapeamos o comportamento temporal para o domínio da frequência complexa $s$:

  • $\mathcal{L}\{x(t)\} = X(s)$
  • $\mathcal{L}\{\dot{x}(t)\} = sX(s) - x(0) = sX(s) - x_0$
  • $\mathcal{L}\{\ddot{x}(t)\} = s^2X(s) - sx(0) - \dot{x}(0) = s^2X(s) - sx_0 - v_0$

Substituindo esses termos diretamente na EDO original:

$$m\left(s^2X(s) - sx_0 - v_0\right) + c\left(sX(s) - x_0\right) + kX(s) = 0$$

2. Isolando $X(s)$ no Domínio da Frequência

Expandindo os termos para agrupar e isolar a função algébrica $X(s)$:

$$ms^2X(s) - msx_0 - mv_0 + csX(s) - cx_0 + kX(s) = 0$$

Agrupando todos os componentes multiplicados por $X(s)$ e passando as condições iniciais para o segundo membro da igualdade:

$$X(s)\left(ms^2 + cs + k\right) - x_0(ms + c) - mv_0 = 0$$ $$X(s)\left(ms^2 + cs + k\right) = x_0(ms + c) + mv_0$$

Isolando $X(s)$:

$$X(s) = \frac{x_0(ms + c) + mv_0}{ms^2 + cs + k}$$

Para simplificar a manipulação algébrica e alcançar a forma canônica, dividimos o numerador e o denominador pela massa $m$:

$$X(s) = \frac{x_0\!\left(s + \dfrac{c}{m}\right) + v_0}{s^2 + \dfrac{c}{m}\,s + \dfrac{k}{m}}$$

3. Análise dos Polos do Sistema

Para entender como o sistema se comporta ao longo do tempo, precisamos encontrar as raízes do denominador de $X(s)$, que formam a equação característica do sistema. Igualando o denominador a zero, temos:

$$s^2 + \frac{c}{m}\,s + \frac{k}{m} = 0$$

3.1 Encontrando os Coeficientes para Bhaskara

Esta é uma equação do segundo grau no formato genérico $as^2 + bs + c_{const} = 0$. Comparando termo a termo, identificamos os coeficientes:

  • $a = 1$
  • $b = \dfrac{c}{m}$ (onde $c$ é o amortecimento mecânico)
  • $c_{const} = \dfrac{k}{m}$ (onde $k$ é a rigidez da mola)

3.2 Aplicando a Fórmula de Bhaskara Modificada

Como o coeficiente $a = 1$, podemos utilizar a forma simplificada de Bhaskara para encontrar os polos $p_1$ e $p_2$:

$$p_{1,2} = -\frac{b}{2} \pm \sqrt{\left(\frac{b}{2}\right)^2 - c_{const}}$$

Substituindo os nossos parâmetros físicos mecânicos nesta equação:

$$p_{1,2} = -\dfrac{\,c/m\,}{2} \pm \sqrt{\left(\dfrac{\,c/m\,}{2}\right)^2 - \dfrac{k}{m}}$$ $$p_{1,2} = -\dfrac{c}{2m} \pm \sqrt{\left(\dfrac{c}{2m}\right)^2 - \dfrac{k}{m}}$$

3.3 Definindo os Parâmetros Universais ($\alpha$ e $\omega_0$)

Para generalizar a equação e deixá-la independente se estamos falando de um sistema mecânico ou de um circuito elétrico, definimos os termos da equação de Bhaskara com duas grandezas fundamentais:

  1. Frequência de Neper ($\alpha$): Corresponde ao termo fora da raiz. Representa o fator de amortecimento absoluto do sistema. $$\alpha = \frac{b}{2} \implies \alpha = \frac{c}{2m}$$
  2. Frequência Angular de Ressonância ($\omega_0$): Também chamada de frequência natural não amortecida ($\omega_n$). Corresponde à raiz do termo constante. $$\omega_0^2 = c_{const} \implies \omega_0 = \sqrt{\frac{k}{m}}$$

Substituindo $\alpha$ e $\omega_0$ de volta na equação dos polos, chegamos à forma canônica e universal:

$$p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2}$$

3.4 Classificação do Tipo de Resposta

O comportamento do sistema é inteiramente ditado pelo que acontece dentro da raiz quadrada, ou seja, pela relação entre o fator de amortecimento ($\alpha$) e a frequência de ressonância ($\omega_0$).

Temos três cenários físicos e matemáticos possíveis:

Relação Matemática Natureza dos Polos ($p_1$, $p_2$) Tipo de Resposta Dinâmica
$\alpha^2 > \omega_0^2$ Raízes reais distintas Resposta superamortecida
$\alpha^2 < \omega_0^2$ Raízes complexas conjugadas Resposta subamortecida
$\alpha^2 = \omega_0^2$ Raízes reais e iguais Resposta criticamente amortecida

Exemplos Numéricos por Regime

Dados do Sistema

  • Massa: $m = 1$ kg
  • Amortecimento: $c = 10$ N·s/m
  • Rigidez da mola: $k = 16$ N/m
  • Posição inicial: $x_0 = 500$ mm
  • Velocidade inicial: $v_0 = 0$ m/s

Passo 1: Cálculo dos Parâmetros Fundamentais

A partir da equação característica normalizada pela massa ($s^2 + bs + c_{const} = 0$), extraímos os coeficientes:

  • $b$ (Coeficiente de $s$): $$b = \frac{c}{m} = \frac{10}{1} = 10$$
  • $c_{const}$ (Termo independente): $$c_{const} = \frac{k}{m} = \frac{16}{1} = 16$$

Convertendo para as grandezas dinâmicas universais:

  • Frequência de Neper ($\alpha$): $$\alpha = \frac{b}{2} = \frac{10}{2} = 5 \text{ Np/s}$$
  • $\alpha^2$: $$\alpha^2 = 5^2 = 25$$
  • Frequência Angular de Ressonância quadrada ($\omega_0^2$): $$\omega_0^2 = c_{const} = 16$$
  • $\omega_0$: $$\omega_0 = \sqrt{16} = 4 \text{ rad/s}$$

Classificação do Sistema: Como $\alpha^2 > \omega_0^2$ ($25 > 16$), o sistema é Superamortecido. Ele possui forte dissipação de energia e não apresentará oscilações.


Passo 2: Cálculo dos Polos ($p_1, p_2$)

Aplicamos a fórmula de Bhaskara adaptada ($p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2}$) para encontrar os polos da equação característica:

$$p_{1,2} = -5 \pm \sqrt{25 - 16}$$ $$p_{1,2} = -5 \pm \sqrt{9}$$ $$p_{1,2} = -5 \pm 3$$

Dessa forma, obtemos dois polos reais, negativos e distintos:

  • Polo 1: $p_1 = -5 + 3 = -2$
  • Polo 2: $p_2 = -5 - 3 = -8$

Passo 3: Montagem de $X(s)$

A expressão geral no domínio de Laplace, conforme deduzido anteriormente, é:

$$X(s) = \frac{x_0\left(s + \frac{c}{m}\right) + v_0}{s^2 + \frac{c}{m}s + \frac{k}{m}}$$

Substituindo as condições iniciais ($x_0 = 500$, $v_0 = 0$) e os coeficientes ($b = 10$, $c_{const} = 16$):

$$X(s) = \frac{500(s + 10) + 0}{s^2 + 10s + 16}$$

Distribuindo o numerador:

$$X(s) = \frac{500s + 5000}{s^2 + 10s + 16}$$

Fatorando o denominador através dos polos encontrados $(s - p_1)(s - p_2)$:

$$X(s) = \frac{500s + 5000}{(s-(-2))\,(s-(-8))}$$ $$X(s) = \frac{500s + 5000}{(s+2)\,(s+8)}$$

Passo 4: Expansão em Frações Parciais

Para aplicar a transformada inversa, separamos a função em duas frações mais simples:

$$X(s) = \frac{500s + 5000}{(s+2)(s+8)} = \frac{A}{s+2} + \frac{B}{s+8}$$

Utilizando o método dos resíduos de Heaviside para encontrar as constantes $A$ e $B$:

Cálculo de $A$ — avaliamos no polo $s = -2$, excluindo o fator $(s+2)$ do denominador:

$$A = \left.\frac{500s + 5000}{s + 8}\right|_{s=-2} = \frac{500(-2)+5000}{-2+8} = \frac{4000}{6} = \frac{2000}{3}$$

Cálculo de $B$ — avaliamos no polo $s = -8$, excluindo o fator $(s+8)$ do denominador:

$$B = \left.\frac{500s + 5000}{s + 2}\right|_{s=-8} = \frac{500(-8)+5000}{-8+2} = \frac{1000}{-6} = -\frac{500}{3}$$

Substituindo $A$ e $B$ na expressão:

$$X(s) = \frac{\dfrac{2000}{3}}{s+2} - \frac{\dfrac{500}{3}}{s+8}$$

Passo 5: Transformada Inversa e Equação Horária

Com as frações na forma $\dfrac{K}{s+p}$, aplicamos a transformada inversa tabelada $\left(\mathcal{L}^{-1}\!\left\{\dfrac{K}{s+p}\right\} = K\,e^{\,-pt}\right)$ termo a termo e chegamos à equação horária exata:

$$\boxed{x(t) = \frac{2000}{3}\,e^{-2t} - \frac{500}{3}\,e^{-8t}}$$

Interpretação do Resultado

No domínio de Laplace, a variável complexa $s$ é definida como $s = \sigma + j\omega$, em que o eixo real ($\sigma$) governa o crescimento ou decaimento exponencial — medido em Np/s — e o eixo imaginário ($j\omega$) governa a componente oscilatória — medido em rad/s. No sistema superamortecido estudado, a ausência de oscilação implica que os polos possuem parte imaginária nula e residem inteiramente no eixo real; sua unidade é, portanto, puramente Np/s.


1. Distinção Conceitual: $\alpha$ (Causa) versus Polos (Efeito)

  • Frequência de Neper ($\alpha$): Trata-se de uma propriedade intrínseca e global do sistema mecânico, definida como $\alpha = \dfrac{c}{2m}$. No exemplo em estudo, $\alpha = 5$ Np/s. Este parâmetro representa a capacidade média de dissipação de energia do amortecedor em condições ideais.
  • Polos $p_1$ e $p_2$: Representam os modos efetivos de movimento pelos quais o sistema dissipa essa energia. Eles não são arbitrários — a fórmula de Bhaskara evidencia que $\alpha$ é, geometricamente, o ponto médio exato entre os dois polos: $$p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2}$$ Com $\alpha = 5$, a dinâmica do sistema distribui a dissipação em dois extremos complementares: um modo lento ($p_1 = -5 + 3 = -2$ Np/s) e um modo rápido ($p_2 = -5 - 3 = -8$ Np/s).

2. Interpretação Física: A Superposição das Exponenciais

Ao se liberar a massa da posição inicial $x_0 = 500$ mm, o deslocamento resultante é a superposição de duas contribuições exponenciais independentes, cada qual associada a um polo:

  • Polo rápido ($p_2 = -8$ Np/s): A exponencial $e^{-8t}$ decai velozmente. Fisicamente, corresponde à fase inicial do movimento: a mola encontra-se extremamente distendida e exerce força elevada, produzindo um deslocamento inicial vigoroso em direção à posição de equilíbrio. Esta componente é praticamente nula após aproximadamente $0{,}5$ s.
  • Polo lento ($p_1 = -2$ Np/s): A exponencial $e^{-2t}$ decai vagarosamente e domina a fase final do movimento. À medida que a massa se aproxima do equilíbrio, a força restauradora da mola diminui progressivamente, tornando-se insuficiente para vencer a resistência viscosa do amortecedor. A massa converge assintoticamente para o repouso.

A consistência do resultado pode ser verificada imediatamente: no instante $t = 0$, ambas as exponenciais valem 1, de modo que a equação horária retorna exatamente a posição inicial:

$$x(0) = \frac{2000}{3} \cdot 1 - \frac{500}{3} \cdot 1 = \frac{2000 - 500}{3} = \frac{1500}{3} = 500 \text{ mm} = x_0 \checkmark$$

Confirmada a condição inicial, a resposta é inteiramente caracterizada por um decaimento exponencial duplo — sem qualquer componente sinusoidal — o que é a assinatura inequívoca do regime superamortecido.


O Conceito de Polo Dominante

Na teoria de controle, denomina-se polo dominante aquele cuja parte real possui menor módulo — neste caso, $p_1 = -2$ Np/s. O polo rápido ($p_2 = -8$ Np/s) torna-se desprezível em uma fração do tempo total de resposta; portanto, é o polo dominante que determina o tempo de acomodação do sistema. Em outras palavras, o sistema nunca estabilizará mais rapidamente do que sua exponencial mais lenta.

Dados do Sistema

  • Massa: $m = 1$ kg
  • Amortecimento: $c = 2$ N·s/m
  • Rigidez da mola: $k = 65$ N/m
  • Posição inicial: $x_0 = 500$ mm
  • Velocidade inicial: $v_0 = 0$ m/s

Passo 1: Cálculo dos Parâmetros Fundamentais

A partir da equação característica normalizada pela massa ($s^2 + bs + c_{const} = 0$), extraímos os coeficientes:

  • $b$ (Coeficiente de $s$): $$b = \frac{c}{m} = \frac{2}{1} = 2$$
  • $c_{const}$ (Termo independente): $$c_{const} = \frac{k}{m} = \frac{65}{1} = 65$$

Convertendo para as grandezas dinâmicas universais:

  • Frequência de Neper ($\alpha$): $$\alpha = \frac{b}{2} = \frac{2}{2} = 1 \text{ Np/s}$$
  • $\alpha^2$: $$\alpha^2 = 1^2 = 1$$
  • Frequência Angular de Ressonância quadrada ($\omega_0^2$): $$\omega_0^2 = c_{const} = 65$$
  • $\omega_0$: $$\omega_0 = \sqrt{65} \approx 8{,}062 \text{ rad/s}$$

Classificação do Sistema: Como $\alpha^2 < \omega_0^2$ ($1 < 65$), o sistema é Subamortecido. O discriminante de Bhaskara é negativo, o que implica polos complexos conjugados e, consequentemente, uma resposta oscilatória amortecida.


Passo 2: Cálculo dos Polos ($p_1, p_2$)

Aplicamos a fórmula dos polos $p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2}$. Com o discriminante negativo, introduzimos a frequência natural amortecida $\omega_d$, definida como:

$$\omega_d = \sqrt{\omega_0^2 - \alpha^2} = \sqrt{65 - 1} = \sqrt{64} = 8 \text{ rad/s}$$

Isso permite reescrever a fórmula na forma complexa canônica $p_{1,2} = -\alpha \pm j\omega_d$:

$$p_{1,2} = -1 \pm j8$$

Obtemos um par de polos complexos conjugados com parte real estritamente negativa:

  • Polo 1: $p_1 = -1 + j8$
  • Polo 2: $p_2 = -1 - j8$

Passo 3: Montagem de $X(s)$

A expressão geral no domínio de Laplace é:

$$X(s) = \frac{x_0\left(s + \frac{c}{m}\right) + v_0}{s^2 + \frac{c}{m}s + \frac{k}{m}}$$

Substituindo as condições iniciais ($x_0 = 500$, $v_0 = 0$) e os coeficientes ($b = 2$, $c_{const} = 65$):

$$X(s) = \frac{500(s + 2) + 0}{s^2 + 2s + 65} = \frac{500s + 1000}{s^2 + 2s + 65}$$

Fatorando o denominador pelos polos complexos encontrados:

$$X(s) = \frac{500s + 1000}{(s - (-1 + j8))\,(s - (-1 - j8))} = \frac{500s + 1000}{(s + 1 - j8)(s + 1 + j8)}$$

Passo 4: Expansão em Frações Parciais

Etapa 1 — Frações Parciais e Cálculo dos Resíduos ($K_1$ e $K_2$):

Expressamos $X(s)$ na forma fatorada e estabelecemos a decomposição:

$$X(s) = \frac{500s + 1000}{(s - p_1)(s - p_2)} = \frac{K_1}{s - p_1} + \frac{K_2}{s - p_2}$$

Pelo método dos resíduos de Heaviside:

Cálculo de $K_1$ — avaliamos no polo $s = p_1 = -1 + j8$:

$$K_1 = \left.\frac{500s + 1000}{s - p_2}\right|_{s\,=\,p_1} = \frac{500(-1 + j8) + 1000}{(-1 + j8) - (-1 - j8)}$$ $$K_1 = \frac{-500 + j4000 + 1000}{j16} = \frac{500 + j4000}{j16}$$

Dividindo as partes real e imaginária pelo denominador $j16$ (usando $\tfrac{1}{j} = -j$):

$$K_1 = \frac{500}{j16} + \frac{j4000}{j16} = -j\frac{500}{16} + 250 = \mathbf{250 - j31{,}25}$$

Cálculo de $K_2$: como todos os coeficientes da EDO original são reais, $K_2$ é obrigatoriamente o conjugado complexo de $K_1$:

$$K_2 = \overline{K_1} = \mathbf{250 + j31{,}25}$$

Conversão para a Forma Polar ($M e^{j\theta}$):

Módulo ($M$):

$$M = \sqrt{250^2 + (31{,}25)^2} = \sqrt{62500 + 976{,}5625} = \sqrt{63476{,}56} \cong \mathbf{251{,}945}$$

Fase ($\theta$) — como a parte real de $K_1$ é positiva (4.º quadrante), nenhum ajuste é necessário:

$$\theta = \arctan\!\left(\frac{-31{,}25}{250}\right) = \arctan(-0{,}125) \cong \mathbf{-7{,}125^\circ}$$

Portanto, os resíduos em forma polar são:

$$K_1 = 251{,}945\,e^{-j7{,}125^\circ} \qquad K_2 = 251{,}945\,e^{+j7{,}125^\circ}$$

Etapa 2 — Montagem de $X(s)$ e Transformada Inversa:

Substituindo os resíduos polares e os polos na expansão e aplicando $\mathcal{L}^{-1}\!\left\{\dfrac{K}{s-p}\right\} = K\,e^{\,pt}$ termo a termo:

$$X(s) = \frac{251{,}945\,e^{-j7{,}125^\circ}}{s - (-1 + j8)} + \frac{251{,}945\,e^{+j7{,}125^\circ}}{s - (-1 - j8)}$$ $$x(t) = 251{,}945\,e^{-j7{,}125^\circ}\cdot e^{(-1+j8)t} + 251{,}945\,e^{+j7{,}125^\circ}\cdot e^{(-1-j8)t}$$

Etapa 3 — Manipulação Algébrica e Identidade de Euler:

Separamos o decaimento real da oscilação imaginária e colocamos os termos comuns ($251{,}945$ e $e^{-t}$) em evidência:

$$x(t) = 251{,}945\cdot e^{-t}\left(e^{-j7{,}125^\circ}\cdot e^{j8t} + e^{+j7{,}125^\circ}\cdot e^{-j8t}\right)$$

Somando os expoentes de mesma base:

$$x(t) = 251{,}945\cdot e^{-t}\left(e^{\,j(8t\,-\,7{,}125^\circ)} + e^{-j(8t\,-\,7{,}125^\circ)}\right)$$

Aplicando a Identidade de Euler $\left(e^{jx} + e^{-jx} = 2\cos x\right)$:

$$x(t) = 251{,}945\cdot e^{-t}\cdot 2\cos\!\left(8t - 7{,}125^\circ\right)$$

Passo 5: Transformada Inversa e Equação Horária

Multiplicando o módulo pelo fator 2, chegamos à equação horária final da posição da massa:

$$\boxed{x(t) = 503{,}890\cdot e^{-t}\cdot\cos\!\left(8t - 7{,}125^\circ\right)}$$

Interpretação do Resultado

No domínio de Laplace, polos complexos conjugados com parte real estritamente negativa constituem a assinatura matemática inequívoca do regime subamortecido. Ao contrário do caso superamortecido — em que os polos residem inteiramente no eixo real — aqui cada polo possui a forma $p = -\alpha \pm j\omega_d$: a parte real $\sigma = -\alpha$ governa a taxa de decaimento exponencial (em Np/s) e a parte imaginária $\omega_d$ governa a frequência de oscilação amortecida (em rad/s). A presença desta componente imaginária é o que confere ao sistema seu comportamento oscilatório.


1. Os Três Ingredientes da Resposta Subamortecida

A equação horária $x(t) = 503{,}890\cdot e^{-t}\cdot\cos(8t - 7{,}125^\circ)$ é composta por três fatores com significados físicos distintos:

  • Amplitude inicial ($503{,}890$ mm): Ligeiramente superior a $x_0 = 500$ mm. Esta diferença é ditada pela fase $\phi = -7{,}125^\circ$, que introduz uma leve assimetria em $t = 0$. A consistência da solução pode ser verificada diretamente: $$x(0) = 503{,}890\cdot\cos(-7{,}125^\circ) \approx 503{,}890 \times 0{,}992 \approx 500 \text{ mm} = x_0\;\checkmark$$
  • Envoltória de decaimento ($e^{-\alpha t} = e^{-t}$): Controlada por $\alpha = 1$ Np/s. Esta componente delimita a amplitude máxima da oscilação ao longo do tempo. Em comparação ao caso superamortecido ($\alpha = 5$ Np/s), o decaimento aqui é muito mais lento, permitindo que o sistema complete diversas oscilações antes de atingir o repouso.
  • Oscilação amortecida ($\cos(\omega_d\, t + \phi)$): Controlada por $\omega_d = 8$ rad/s, que é a frequência à qual a massa genuinamente oscila. Note que $\omega_d = 8$ rad/s é ligeiramente inferior à frequência natural não amortecida $\omega_0 \approx 8{,}062$ rad/s — a diferença é mínima pois o amortecimento é muito fraco ($\zeta = \frac{\alpha}{\omega_0} \approx 0{,}124$).

2. A Origem da Fase $\phi = -7{,}125^\circ$ e Verificação das Condições Iniciais

O ângulo de fase não é arbitrário — ele emerge diretamente da relação entre as condições iniciais e os parâmetros dinâmicos do sistema. Com $v_0 = 0$, demonstra-se que:

$$\phi = -\arctan\!\left(\frac{\alpha}{\omega_d}\right) = -\arctan\!\left(\frac{1}{8}\right) = -\arctan(0{,}125) \approx -7{,}125^\circ$$

A fase é, portanto, uma medida direta de quão dominante é o amortecimento frente à oscilação: quanto menor $\alpha/\omega_d$, mais a resposta se aproxima de um cosseno puro sem desvio de fase. A consistência da solução com ambas as condições iniciais ($x(0) \approx 500$ mm e $\dot{x}(0) = 0$) confirma a validade do resultado.


Tempo de Acomodação e Papel de $\alpha$

No regime subamortecido, como ambos os polos partilham a mesma parte real $\sigma = -\alpha = -1$ Np/s, não existe um polo dominante no sentido estrito — o tempo de acomodação é ditado diretamente por $\alpha$. Pelo critério das cinco constantes de tempo, o sistema estabiliza-se em aproximadamente $5/\alpha = 5$ s. Quanto menor $\alpha$ em relação a $\omega_0$, maior o número de oscilações visíveis antes do repouso e mais pronunciado o caráter ressonate do sistema.

Conteúdo em breve.

Energia do Indutor

0,0 μJ

Energia do Capacitor

500,0 μJ

Energia Inicial

500,0 μJ

Energia Dissipada

0,0 μJ


Resistência (R)
100 Ω
Indutância (L)
1,0 mH
Capacitância (C)
10 μF
Tensão Inicial (V₀)
5,0
V
Corrente Inicial (I₀)
0
mA

α = 500,0 Np/s ω₀ = 3162,3 rad/s

Tensão $v(t)$ e Corrente $i_L(t)$

Análise por Transformada de Laplace

Circuito RLC paralelo no domínio do tempo
Circuito RLC paralelo no domínio do tempo.

A EDO homogênea de segunda ordem que rege o circuito RLC paralelo (obtida através da LKC no nó e derivando em relação ao tempo) é:

$$\frac{d^2v(t)}{dt^2} + \frac{1}{RC}\frac{dv(t)}{dt} + \frac{1}{LC}v(t) = 0$$

As condições iniciais (C.I.) de energia armazenada no instante $t = 0^+$ são definidas pelos componentes armazenadores:

  • Tensão inicial no capacitor: $v(0) = V_0$
  • Corrente inicial no indutor: $i_L(0) = I_0$

A Derivada Inicial ($\dot{v}(0)$)

Para resolver a EDO via Laplace, precisaremos da taxa de variação inicial da tensão. Avaliando a LKC ($i_R + i_L + i_C = 0$) no exato instante $t = 0^+$:

$$\frac{v(0)}{R} + i_L(0) + C\frac{dv(0)}{dt} = 0$$ $$\frac{V_0}{R} + I_0 + C\dot{v}(0) = 0$$ $$\dot{v}(0) = -\frac{V_0}{RC} - \frac{I_0}{C}$$

1. Aplicando a Transformada de Laplace na EDO

Utilizando a propriedade da transformada da derivada e as condições iniciais deduzidas, mapeamos o sistema para o domínio complexo $s$:

  • $\mathcal{L}\{v(t)\} = V(s)$
  • $\mathcal{L}\{\dot{v}(t)\} = sV(s) - v(0) = sV(s) - V_0$
  • $\mathcal{L}\{\ddot{v}(t)\} = s^2V(s) - sv(0) - \dot{v}(0) = s^2V(s) - sV_0 - \!\left(-\dfrac{V_0}{RC} - \dfrac{I_0}{C}\right)$

Substituindo esses três termos diretamente na EDO original:

$$\left[s^2V(s) - sV_0 + \frac{V_0}{RC} + \frac{I_0}{C}\right] + \frac{1}{RC}\left[sV(s) - V_0\right] + \frac{1}{LC}\left[V(s)\right] = 0$$

2. Isolando $V(s)$ no Domínio da Frequência

Expandindo os colchetes para agrupar e isolar a função algébrica $V(s)$:

$$s^2V(s) - sV_0 + \frac{V_0}{RC} + \frac{I_0}{C} + \frac{s}{RC}V(s) - \frac{V_0}{RC} + \frac{1}{LC}V(s) = 0$$

Observe que a parcela proveniente da derivada inicial $\left(+\dfrac{V_0}{RC}\right)$ cancela perfeitamente o termo gerado pela expansão de $\dfrac{1}{RC}\left[sV(s) - V_0\right]$ $\left(-\dfrac{V_0}{RC}\right)$. Agrupando os termos de $V(s)$ e passando as energias iniciais para o outro lado:

$$V(s)\!\left(s^2 + \frac{1}{RC}\,s + \frac{1}{LC}\right) - sV_0 + \frac{I_0}{C} = 0$$ $$V(s)\!\left(s^2 + \frac{1}{RC}\,s + \frac{1}{LC}\right) = sV_0 - \frac{I_0}{C}$$

Isolando $V(s)$, alcançamos a forma canônica exata da resposta do circuito:

$$V(s) = \frac{sV_0 - \dfrac{I_0}{C}}{s^2 + \dfrac{1}{RC}\,s + \dfrac{1}{LC}}$$
Circuito RLC paralelo no domínio do tempo
Circuito RLC paralelo no domínio do tempo.
Equivalentes de Laplace por componente
Equivalentes de cada componente no domínio de Laplace.
Circuito equivalente simplificado no domínio de Laplace
Circuito equivalente simplificado no domínio de Laplace.

1. Transformação do Circuito para o Domínio de Laplace

No domínio do tempo, o circuito RLC paralelo possui três elementos passivos conectados em paralelo. Para trabalhar no domínio de Laplace, cada componente é substituído pelo seu equivalente algébrico em $s$. Elementos armazenadores de energia com condições iniciais não nulas introduzem fontes de corrente independentes que representam essa energia no instante $t = 0^+$:

  • Resistor $R$: Representado diretamente pela sua impedância $R$ (sem fontes adicionais, pois não armazena energia).
  • Indutor $L$ com corrente inicial $I_0$: Representado pela impedância $sL$ em paralelo com uma fonte de corrente $\dfrac{I_0}{s}$, com corrente saindo do nó superior.
  • Capacitor $C$ com tensão inicial $V_0$: Representado pela impedância $\dfrac{1}{sC}$ em paralelo com uma fonte de corrente $C\,V_0$, com corrente entrando no nó superior.

2. Determinação da Fonte de Corrente Equivalente $I(s)$

Pela LKC no nó superior, a corrente líquida injetada é a soma algébrica das duas fontes. Adotando como positivo o sentido entrante no nó:

  • Capacitor injeta $+C\,V_0$ no nó superior.
  • Indutor drena $-\dfrac{I_0}{s}$ do nó superior.

A fonte de corrente equivalente resultante é:

$$I(s) = C\,V_0 - \frac{I_0}{s}$$

3. Cálculo da Impedância Equivalente $Z_{eq}(s)$

As três impedâncias ($R$, $sL$ e $\dfrac{1}{sC}$) estão em paralelo. Calculamos $Z_{eq}(s)$ combinando-as em etapas:

Etapa 3.1 — Associação $sL \parallel \dfrac{1}{sC}$

$$Z_{eq}(s) = R \parallel sL \parallel \frac{1}{sC}$$

Iniciando com o paralelo entre indutor e capacitor:

$$sL \parallel \frac{1}{sC} = \frac{sL\cdot\dfrac{1}{sC}}{sL + \dfrac{1}{sC}} = \frac{\dfrac{L}{C}}{\dfrac{s^2LC+1}{sC}} = \frac{sL}{s^2LC+1}$$

Etapa 3.2 — Associação $R \parallel \dfrac{sL}{s^2LC+1}$

Associando o resultado anterior com $R$:

$$Z_{eq}(s) = \frac{sL}{s^2LC+1} \parallel R = \frac{R \cdot \dfrac{sL}{s^2LC+1}}{R + \dfrac{sL}{s^2LC+1}} = \frac{sRL}{RLC\,s^2 + sL + R}$$

Etapa 3.3 — Forma Canônica (divisão por $RLC$)

Dividindo numerador e denominador por $RLC$:

$$Z_{eq}(s) = \frac{s\,\dfrac{1}{C}}{s^2 + s\,\dfrac{1}{RC} + \dfrac{1}{LC}}$$

4. Obtendo $V(s)$ pela Lei de Ohm no Domínio da Frequência

Com $Z_{eq}(s)$ e $I(s)$ determinados, a tensão no nó é obtida pela Lei de Ohm generalizada $V(s) = Z_{eq}(s)\cdot I(s)$:

$$V(s) = \left(\frac{s\,\dfrac{1}{C}}{s^2 + s\,\dfrac{1}{RC} + \dfrac{1}{LC}}\right)\cdot\left(C\,V_0 - \frac{I_0}{s}\right)$$

Expandindo o produto no numerador:

$$V(s) = \frac{s\,\dfrac{1}{C}\cdot C\,V_0 \;-\; s\,\dfrac{1}{C}\cdot\dfrac{I_0}{s}}{s^2 + s\,\dfrac{1}{RC} + \dfrac{1}{LC}} = \frac{s\,V_0 - \dfrac{I_0}{C}}{s^2 + s\,\dfrac{1}{RC} + \dfrac{1}{LC}}$$

Este resultado é idêntico ao obtido pelo método da EDO, confirmando a coerência entre os dois métodos de análise:

$$\boxed{V(s) = \frac{s\cdot V_0 - \dfrac{I_0}{C}}{s^2 + s\,\dfrac{1}{RC} + \dfrac{1}{LC}}}$$

3. Análise dos Polos do Sistema

Para entender como a tensão vai decair ou oscilar, precisamos encontrar as raízes do denominador de $V(s)$, que formam a equação característica do sistema. Igualando o denominador a zero:

$$s^2 + \frac{1}{RC}\,s + \frac{1}{LC} = 0$$

3.1 Encontrando os Coeficientes para Bhaskara

Esta é uma equação do segundo grau no formato genérico $as^2 + bs + c_{const} = 0$. Comparando termo a termo, identificamos os coeficientes:

  • $a = 1$
  • $b = \dfrac{1}{RC}$ (Termo de amortecimento — dissipação pelo resistor)
  • $c_{const} = \dfrac{1}{LC}$ (Termo de oscilação — interação reativa entre indutor e capacitor)

3.2 Aplicando a Fórmula de Bhaskara Modificada

Como o coeficiente $a = 1$, podemos utilizar a forma simplificada de Bhaskara para encontrar os polos $p_1$ e $p_2$:

$$p_{1,2} = -\frac{b}{2} \pm \sqrt{\left(\frac{b}{2}\right)^2 - c_{const}}$$

Substituindo os nossos parâmetros elétricos nesta equação:

$$p_{1,2} = -\dfrac{\frac{1}{RC}}{2} \pm \sqrt{\left(\dfrac{\frac{1}{RC}}{2}\right)^2 - \dfrac{1}{LC}}$$ $$p_{1,2} = -\dfrac{1}{2RC} \pm \sqrt{\left(\dfrac{1}{2RC}\right)^2 - \dfrac{1}{LC}}$$

3.3 Definindo os Parâmetros Universais ($\alpha$ e $\omega_0$)

Para generalizar a equação e deixá-la independente do domínio físico (mecânico ou elétrico), encapsulamos os parâmetros elétricos nestas duas grandezas clássicas:

  1. Frequência de Neper ($\alpha$): O fator de amortecimento absoluto, controlado pelo resistor. $$\alpha = \frac{b}{2} \implies \alpha = \frac{1}{2RC}$$
  2. Frequência Angular de Ressonância ($\omega_0$): A frequência natural não amortecida, determinada pela combinação $LC$. $$\omega_0^2 = c_{const} \implies \omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}}$$

Substituindo $\alpha$ e $\omega_0$ de volta na equação dos polos, chegamos à mesma forma canônica universal obtida no sistema mecânico:

$$p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2}$$

3.4 Classificação do Tipo de Resposta

O comportamento da tensão $v(t)$ é inteiramente ditado pelo que acontece dentro da raiz quadrada, ou seja, pela relação entre a taxa de dissipação ($\alpha$) e a frequência natural ($\omega_0$).

Temos três cenários físicos e matemáticos possíveis:

Relação Matemática Natureza dos Polos ($p_1$, $p_2$) Tipo de Resposta Dinâmica
$\alpha^2 > \omega_0^2$ Raízes reais distintas Resposta superamortecida
$\alpha^2 < \omega_0^2$ Raízes complexas conjugadas Resposta subamortecida
$\alpha^2 = \omega_0^2$ Raízes reais e iguais Resposta criticamente amortecida

Exemplos Numéricos por Regime

Dados do Circuito

  • Resistência: $R = 2\ \Omega$
  • Indutância: $L = 625\ \mu\text{H}$
  • Capacitância: $C = 25\ \mu\text{F}$
  • Tensão inicial: $V_0 = 5\ \text{V}$
  • Corrente inicial: $I_0 = 1\ \text{A}$

Passo 1: Cálculo dos Parâmetros Fundamentais

A partir da equação característica do circuito RLC paralelo ($s^2 + \frac{1}{RC}s + \frac{1}{LC} = 0$), identificamos os coeficientes:

  • Coeficiente de $s$: $$\frac{1}{RC} = \frac{1}{2 \times 25 \times 10^{-6}} = 20\,000$$
  • Termo independente: $$\frac{1}{LC} = \frac{1}{625 \times 10^{-6} \times 25 \times 10^{-6}} = \frac{1}{15{,}625 \times 10^{-9}} = 64\,000\,000$$

Convertendo para as grandezas dinâmicas universais:

  • Frequência de Neper ($\alpha$): $$\alpha = \frac{1}{2RC} = \frac{1}{2 \times 2 \times 25 \times 10^{-6}} = 10\,000\ \text{Np/s}$$
  • $\alpha^2$: $$\alpha^2 = (10\,000)^2 = 10^8$$
  • Frequência Angular de Ressonância ($\omega_0$): $$\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{625 \times 10^{-6} \times 25 \times 10^{-6}}} = \frac{1}{125 \times 10^{-6}} = 8\,000\ \text{rad/s}$$
  • $\omega_0^2$: $$\omega_0^2 = (8\,000)^2 = 6{,}4 \times 10^7$$
  • Coeficiente de amortecimento ($\zeta$): $$\zeta = \frac{\alpha}{\omega_0} = \frac{10\,000}{8\,000} = 1{,}25$$

Classificação do Sistema: Como $\alpha^2 > \omega_0^2$ ($10^8 > 6{,}4 \times 10^7$) e $\zeta = 1{,}25 > 1$, o circuito é Superamortecido. A dissipação pelo resistor é suficientemente intensa para impedir qualquer oscilação de tensão no nó.


Passo 2: Cálculo dos Polos ($p_1, p_2$)

Aplicamos a fórmula dos polos ($p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2}$):

$$\Delta = \alpha^2 - \omega_0^2 = 10^8 - 6{,}4 \times 10^7 = 3{,}6 \times 10^7$$ $$\sqrt{\Delta} = \sqrt{3{,}6 \times 10^7} = 6\,000$$ $$p_{1,2} = -10\,000 \pm 6\,000$$

Obtemos dois polos reais, negativos e distintos:

  • Polo 1: $p_1 = -10\,000 + 6\,000 = -4\,000\ \text{Np/s}$  (polo dominante — modo lento)
  • Polo 2: $p_2 = -10\,000 - 6\,000 = -16\,000\ \text{Np/s}$  (polo rápido — modo transitório)

Passo 3: Montagem de $V(s)$

A expressão geral deduzida anteriormente é:

$$V(s) = \frac{s\,V_0 - \dfrac{I_0}{C}}{s^2 + \dfrac{1}{RC}\,s + \dfrac{1}{LC}}$$

Calculamos primeiro a contribuição da corrente inicial no numerador:

$$\frac{I_0}{C} = \frac{1}{25 \times 10^{-6}} = 40\,000$$

Substituindo $V_0 = 5$, $\dfrac{I_0}{C} = 40\,000$ e os coeficientes encontrados:

$$V(s) = \frac{5s - 40\,000}{s^2 + 20\,000\,s + 64\,000\,000}$$

Fatorando o denominador pelos polos $(s - p_1)(s - p_2)$:

$$V(s) = \frac{5s - 40\,000}{(s + 4\,000)\,(s + 16\,000)}$$

Passo 4: Expansão em Frações Parciais

Para aplicar a transformada inversa, decompomos em frações simples:

$$V(s) = \frac{5s - 40\,000}{(s+4000)(s+16000)} = \frac{A}{s+4000} + \frac{B}{s+16000}$$

Pelo método dos resíduos de Heaviside:

Cálculo de $A$ — avaliado no polo $s = -4\,000$:

$$A = \left.\frac{5s - 40\,000}{s + 16\,000}\right|_{s=-4000} = \frac{5(-4000) - 40000}{-4000 + 16000} = \frac{-60\,000}{12\,000} = -5$$

Cálculo de $B$ — avaliado no polo $s = -16\,000$:

$$B = \left.\frac{5s - 40\,000}{s + 4\,000}\right|_{s=-16000} = \frac{5(-16000) - 40000}{-16000 + 4000} = \frac{-120\,000}{-12\,000} = 10$$

Substituindo $A = -5$ e $B = 10$:

$$V(s) = \frac{-5}{s+4\,000} + \frac{10}{s+16\,000}$$

Passo 5: Transformada Inversa e Equação de $v(t)$

Aplicando $\mathcal{L}^{-1}\!\left\{\dfrac{K}{s+p}\right\} = K\,e^{-pt}$ a cada termo, obtemos a equação horária exata da tensão no nó:

$$\boxed{v(t) = -5\,e^{-4000\,t} + 10\,e^{-16000\,t}\ \text{V}}$$

Verificamos a consistência com as condições iniciais:

  • Tensão em $t = 0$: $v(0) = -5 + 10 = 5\ \text{V} = V_0\ \checkmark$
  • Taxa de variação em $t = 0$: $$\dot{v}(0) = -5 \times (-4000) + 10 \times (-16000) = 20\,000 - 160\,000 = -140\,000\ \text{V/s}$$ Via LKC: $\dot{v}(0) = -\dfrac{V_0}{RC} - \dfrac{I_0}{C} = -100\,000 - 40\,000 = -140\,000\ \text{V/s}\ \checkmark$

Interpretação do Resultado

No domínio de Laplace, os polos do circuito RLC paralelo superamortecido são reais, negativos e distintos, situados inteiramente no eixo real do plano $s$. Isso confirma que a tensão decai de forma puramente exponencial, sem qualquer componente oscilatória. A unidade dos polos é Np/s, a mesma da frequência de Neper $\alpha$.


1. Distinção Conceitual: $\alpha$ (Causa) versus Polos (Efeito)

  • Frequência de Neper ($\alpha$): Propriedade global do circuito definida por $\alpha = \dfrac{1}{2RC} = 10\,000\ \text{Np/s}$. Representa a capacidade média de dissipação do resistor.
  • Polos $p_1$ e $p_2$: Modos efetivos pelos quais o circuito dissipa a energia armazenada. $\alpha$ é geometricamente o ponto médio exato entre os dois polos: $$p_{1,2} = -\alpha \pm \sqrt{\alpha^2 - \omega_0^2} = -10\,000 \pm 6\,000$$ O circuito distribui a dissipação em um modo lento ($p_1 = -4\,000\ \text{Np/s}$) e um modo rápido ($p_2 = -16\,000\ \text{Np/s}$).

2. Interpretação Física: A Superposição das Exponenciais

Ao se liberar a tensão $V_0 = 5\ \text{V}$ no capacitor e a corrente $I_0 = 1\ \text{A}$ no indutor, a tensão no nó é a superposição de dois modos de decaimento independentes:

  • Modo rápido ($p_2 = -16\,000\ \text{Np/s}$): A exponencial $+10\,e^{-16000t}$ decai em menos de $0{,}5\ \text{ms}$. Fisicamente, a corrente $I_0 = 1\ \text{A}$ no indutor, ao drenar carga do capacitor para o nó, suprime rapidamente o excesso de tensão e domina o comportamento imediato do circuito.
  • Modo lento ($p_1 = -4\,000\ \text{Np/s}$): A exponencial $-5\,e^{-4000t}$, embora de amplitude menor, decai mais vagarosamente e determina o tempo de acomodação total. Representa a fase final em que a energia remanescente é gradualmente consumida pelo resistor.

O coeficiente negativo $A = -5$ não implica tensão negativa em $t = 0$; a interação entre os dois modos garante $v(0) = -5 + 10 = 5\ \text{V} = V_0$. A tensão decai de forma monotônica e assintoticamente para zero sem oscilar.


O Conceito de Polo Dominante

O polo dominante é $p_1 = -4\,000\ \text{Np/s}$, pois possui o menor módulo de parte real. O polo rápido ($p_2 = -16\,000\ \text{Np/s}$) torna-se praticamente desprezível após $\approx 0{,}3\ \text{ms}$; a partir daí, o circuito se comporta como um sistema de primeira ordem governado exclusivamente por $p_1$. O tempo de acomodação total é ditado por $5/|p_1| = 1{,}25\ \text{ms}$. Em outras palavras, o circuito nunca estabilizará mais rapidamente do que a sua exponencial mais lenta.

Dados do Circuito

  • Resistência: $R = 2{,}5\ \Omega$
  • Indutância: $L = 800\ \mu\text{H}$
  • Capacitância: $C = 50\ \mu\text{F}$
  • Tensão inicial: $V_0 = 3\ \text{V}$
  • Corrente inicial: $I_0 = 0\ \text{A}$

Passo 1: Cálculo dos Parâmetros Fundamentais

A partir da equação característica ($s^2 + \frac{1}{RC}s + \frac{1}{LC} = 0$), identificamos os coeficientes:

  • Coeficiente de $s$: $$\frac{1}{RC} = \frac{1}{2{,}5 \times 50 \times 10^{-6}} = \frac{1}{125 \times 10^{-6}} = 8\,000$$
  • Termo independente: $$\frac{1}{LC} = \frac{1}{800 \times 10^{-6} \times 50 \times 10^{-6}} = \frac{1}{40 \times 10^{-9}} = 25\,000\,000$$

Convertendo para as grandezas dinâmicas universais:

  • Frequência de Neper ($\alpha$): $$\alpha = \frac{1}{2RC} = \frac{1}{2 \times 2{,}5 \times 50 \times 10^{-6}} = 4\,000\ \text{Np/s}$$
  • $\alpha^2$: $$\alpha^2 = (4\,000)^2 = 1{,}6 \times 10^7$$
  • Frequência Angular de Ressonância ($\omega_0$): $$\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{800 \times 10^{-6} \times 50 \times 10^{-6}}} = \frac{1}{\sqrt{40 \times 10^{-9}}} = 5\,000\ \text{rad/s}$$
  • $\omega_0^2$: $$\omega_0^2 = (5\,000)^2 = 2{,}5 \times 10^7$$
  • Coeficiente de amortecimento ($\zeta$): $$\zeta = \frac{\alpha}{\omega_0} = \frac{4\,000}{5\,000} = 0{,}8$$

Classificação do Sistema: Como $\alpha^2 < \omega_0^2$ ($1{,}6 \times 10^7 < 2{,}5 \times 10^7$) e $\zeta = 0{,}8 < 1$, o circuito é Subamortecido. O discriminante de Bhaskara é negativo, resultando em polos complexos conjugados e uma tensão oscilatória amortecida.


Passo 2: Cálculo dos Polos ($p_1, p_2$)

Com o discriminante negativo, introduzimos a frequência natural amortecida $\omega_d$:

$$\omega_d = \sqrt{\omega_0^2 - \alpha^2} = \sqrt{2{,}5 \times 10^7 - 1{,}6 \times 10^7} = \sqrt{9 \times 10^6} = 3\,000\ \text{rad/s}$$

Os polos na forma complexa canônica $p_{1,2} = -\alpha \pm j\omega_d$ são:

$$p_{1,2} = -4\,000 \pm j\,3\,000$$
  • Polo 1: $p_1 = -4\,000 + j\,3\,000$
  • Polo 2: $p_2 = -4\,000 - j\,3\,000$

Passo 3: Montagem de $V(s)$

Com $I_0 = 0$, o numerador de $V(s)$ simplifica-se:

$$V(s) = \frac{s\,V_0 - \dfrac{I_0}{C}}{s^2 + \dfrac{1}{RC}\,s + \dfrac{1}{LC}} = \frac{3s}{s^2 + 8\,000\,s + 25\,000\,000}$$

Fatorando o denominador pelos polos complexos encontrados no Passo 2:

$$V(s) = \frac{3s}{(s - p_1)(s - p_2)} = \frac{3s}{(s + 4\,000 - j\,3\,000)\,(s + 4\,000 + j\,3\,000)}$$

Passo 4: Expansão em Frações Parciais

Etapa 1 — Frações Parciais e Cálculo dos Resíduos ($K_1$ e $K_2$):

Expressamos $V(s)$ na forma fatorada e estabelecemos a decomposição:

$$V(s) = \frac{3s}{(s - p_1)(s - p_2)} = \frac{K_1}{s - p_1} + \frac{K_2}{s - p_2}$$

Pelo método dos resíduos de Heaviside:

Cálculo de $K_1$ — avaliamos no polo $s = p_1 = -4\,000 + j\,3\,000$:

$$K_1 = \left.\frac{3s}{s - p_2}\right|_{s\,=\,p_1} = \frac{3(-4\,000 + j\,3\,000)}{(-4\,000 + j\,3\,000) - (-4\,000 - j\,3\,000)}$$ $$K_1 = \frac{-12\,000 + j\,9\,000}{j\,6\,000}$$

Multiplicando numerador e denominador por $-j$ para eliminar a unidade imaginária do denominador:

$$K_1 = \frac{(-12\,000 + j\,9\,000)(-j)}{j\,6\,000\cdot(-j)} = \frac{12\,000j + 9\,000}{6\,000} = \mathbf{1{,}5 + j\,2}$$

Cálculo de $K_2$: como todos os coeficientes da equação original são reais, $K_2$ é obrigatoriamente o conjugado complexo de $K_1$:

$$K_2 = \overline{K_1} = \mathbf{1{,}5 - j\,2}$$

Conversão para a Forma Polar ($M e^{j\theta}$):

Módulo ($M$):

$$M = \sqrt{(1{,}5)^2 + 2^2} = \sqrt{2{,}25 + 4} = \sqrt{6{,}25} = \mathbf{2{,}5}$$

Fase ($\theta$) — como a parte real e a parte imaginária de $K_1$ são ambas positivas (1.º quadrante):

$$\theta = \arctan\!\left(\frac{2}{1{,}5}\right) = \arctan\!\left(\frac{4}{3}\right) \cong \mathbf{53{,}13°}$$

Portanto, os resíduos em forma polar são:

$$K_1 = 2{,}5\,e^{+j53{,}13°} \qquad K_2 = 2{,}5\,e^{-j53{,}13°}$$

Etapa 2 — Montagem de $V(s)$ e Transformada Inversa:

Substituindo os resíduos polares e os polos na expansão e aplicando $\mathcal{L}^{-1}\!\left\{\dfrac{K}{s-p}\right\} = K\,e^{\,pt}$ termo a termo:

$$V(s) = \frac{2{,}5\,e^{+j53{,}13°}}{s - (-4\,000 + j\,3\,000)} + \frac{2{,}5\,e^{-j53{,}13°}}{s - (-4\,000 - j\,3\,000)}$$ $$v(t) = 2{,}5\,e^{+j53{,}13°}\cdot e^{(-4000+j3000)t} + 2{,}5\,e^{-j53{,}13°}\cdot e^{(-4000-j3000)t}$$

Etapa 3 — Manipulação Algébrica e Identidade de Euler:

Separamos o decaimento real da oscilação imaginária e colocamos os termos comuns ($2{,}5$ e $e^{-4000t}$) em evidência:

$$v(t) = 2{,}5\cdot e^{-4000t}\left(e^{+j53{,}13°}\cdot e^{+j3000t} + e^{-j53{,}13°}\cdot e^{-j3000t}\right)$$

Somando os expoentes de mesma base:

$$v(t) = 2{,}5\cdot e^{-4000t}\left(e^{\,j(3000t\,+\,53{,}13°)} + e^{-j(3000t\,+\,53{,}13°)}\right)$$

Aplicando a Identidade de Euler $\left(e^{jx} + e^{-jx} = 2\cos x\right)$:

$$v(t) = 2{,}5\cdot e^{-4000t}\cdot 2\cos\!\left(3000t + 53{,}13°\right)$$

Passo 5: Transformada Inversa e Equação de $v(t)$

Multiplicando o módulo pelo fator 2, chegamos à equação horária final da tensão no capacitor:

$$\boxed{v(t) = 5\,e^{-4000\,t}\cos(3000\,t + 53{,}13°)\ \text{V}}$$

Verificamos a consistência com as condições iniciais:

  • Tensão em $t = 0$: $v(0) = 5\cos(53{,}13°) = 5 \times 0{,}6 = 3\ \text{V} = V_0\ \checkmark$
  • Taxa de variação em $t = 0$: via LKC, $$\dot{v}(0) = -\frac{V_0}{RC} - \frac{I_0}{C} = -\frac{3}{2{,}5 \times 50 \times 10^{-6}} - 0 = -24\,000\ \text{V/s}$$ e pela derivada de $v(t)$ em $t = 0$: confirmado $-24\,000\ \text{V/s}\ \checkmark$

Interpretação do Resultado

No domínio de Laplace, polos complexos conjugados com parte real estritamente negativa são a assinatura inequívoca do regime subamortecido. A parte real $\sigma = -\alpha = -4\,000\ \text{Np/s}$ governa o decaimento exponencial da amplitude, enquanto a parte imaginária $\omega_d = 3\,000\ \text{rad/s}$ governa a frequência de oscilação amortecida — distinguindo o comportamento oscilatório do caso superamortecido.


1. Os Três Ingredientes da Resposta Subamortecida

A equação $v(t) = 5\,e^{-4000t}\cos(3000t + 53{,}13°)$ é composta por três fatores com significados físicos distintos:

  • Amplitude inicial ($5\ \text{V}$): Ligeiramente superior a $V_0 = 3\ \text{V}$. A diferença é imposta pelo ângulo de fase $\phi = 53{,}13°$: em $t = 0$, o cosseno não vale 1, mas $\cos(53{,}13°) = 0{,}6$. Assim, $v(0) = 5 \times 0{,}6 = 3\ \text{V} = V_0\ \checkmark$.
  • Envoltória de decaimento ($e^{-\alpha t} = e^{-4000t}$): Controlada por $\alpha = 4\,000\ \text{Np/s}$. Delimita a amplitude máxima da oscilação ao longo do tempo. Pelo critério das cinco constantes de tempo, a tensão estabiliza-se em $\approx 5/\alpha = 1{,}25\ \text{ms}$.
  • Oscilação amortecida ($\cos(\omega_d t + \phi)$): Com $\omega_d = 3\,000\ \text{rad/s}$, o período de oscilação é $T = 2\pi/3000 \approx 2{,}09\ \text{ms}$. O amortecimento $\zeta = 0{,}8$ é significativo: a tensão oscila apenas poucas vezes antes de atingir o regime estacionário.

2. A Origem da Fase $\phi = 53{,}13°$ e Verificação das Condições Iniciais

Com $I_0 = 0$, a derivada inicial é determinada exclusivamente pela tensão inicial e pelo amortecimento. Demonstra-se que:

$$\phi = \arctan\!\left(\frac{\alpha}{\omega_d}\right) = \arctan\!\left(\frac{4\,000}{3\,000}\right) = \arctan\!\left(\frac{4}{3}\right) \approx 53{,}13°$$

O ângulo é, portanto, uma medida de quão dominante é o amortecimento frente à oscilação: quanto maior $\alpha/\omega_d$, mais a fase se afasta de zero e mais a resposta inicial se distancia de um cosseno puro. Com $\zeta = 0{,}8$, o ângulo de fase é expressivo, indicando um sistema com amortecimento considerável.


Tempo de Acomodação e Frequências: $\omega_0$ versus $\omega_d$

A frequência de oscilação real do circuito é $\omega_d = 3\,000\ \text{rad/s}$, que é inferior à frequência natural $\omega_0 = 5\,000\ \text{rad/s}$. A relação entre elas é:

$$\omega_d = \omega_0\sqrt{1 - \zeta^2} = 5\,000\sqrt{1 - 0{,}64} = 5\,000 \times 0{,}6 = 3\,000\ \text{rad/s}$$

O amortecimento reduz a frequência de oscilação em $40\%$ em relação ao ideal. Como ambos os polos partilham a mesma parte real $\sigma = -\alpha$, não existe um polo dominante no sentido estrito — o tempo de acomodação é ditado diretamente por $\alpha = 4\,000\ \text{Np/s}$.

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